EPAL 2017

XXXI ENCONTRO DE PESQUISADORES DA AMÉRICA LATINA – EPAL

LANÇAMENTO DO QUARTO LIVRO DO EPAL

 

O último encontro do ano ocorreu no dia  23 de novembro, quinta-feira, entre às 14 e 17:30 horas, na sala 202 do prédio central da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), no campus Butantã, na Cidade Universitária, da Universidade de São Paulo. No dia também teremos o lançamento do quarto livro do encontro em formato digital, com os resumos das apresentações de 2016 e 2017. No dia, tivemos a seguinte programação:

 

BRUNO PEREIRA DE LIMA ARANHA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UNIRIO)

RUMO AO PAÍS DA ERVA-MATE: VIAJANTES BRASILEIROS E ARGENTINOS NA FRONTEIRA DE MISIONES-PALMAS (1880-1905)

Este estudo consiste numa proposta de análise de relatos realizados por viajantes argentinos e brasileiros que se dirigiram à fronteira Brasil-Argentina e publicaram textos sobre a região entre 1880 e 1905. Através desses relatos, o intuito é desenvolver uma maior compreensão sobre a visão que seus autores tinham acerca dessa região de fronteira.  Para analisar esse espaço, utilizamos o conceito de “borderland”, ampliando assim a ideia de considerar a fronteira apenas como uma linha demarcatória. Trata-se, portanto, de uma região de contato entre diferentes tipos de sociedades.  Consideramos que o espaço analisado por nós era um mundo fronteiriço dotado de diversas fronteiras. Naquela altura a fronteira política que estava por ser demarcada pelos políticos do Rio de Janeiro e Buenos Aires fazia pouco sentido para a maioria das populações que ali viviam. Outro ponto norteador desse trabalho é a transposição da oposição centro versus periferia para um novo espaço: o americano. Ou seja, a oposição usada para opor a Europa, o “centro civilizado do mundo” em relação à América, que seria um lugar que ainda “carecia de civilização”, é transportado para esse novo espaço. A partir de então, dentro desses próprios Estados nacionais, tanto o argentino, como o brasileiro, temos um centro (Buenos Aires, Rio de Janeiro e Curitiba) e uma periferia (aqui representada por Misiones, no lado argentino e pelas regiões oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no lado brasileiro). Nesse novo espaço, essa dicotomia sofreu apropriações e recriações, que serão estudadas neste trabalho.

 

MARCELLE CRISTINE DE SOUZA (PROLAM-USP)

O SILÊNCIO DA MENINA-MÃE: UMA LEITURA CRÍTICA DA COBERTURA SOBRE O ABORTO EM CASO DE ABUSO SEXUAL INFANTIL EM JORNAIS DO BRASIL E DO CHILE

Este trabalho trata de uma leitura crítica sobre a cobertura dos jornais chilenos La Tercera e El Mercurio e dos brasileiros Folha de S.Paulo e O Globo, entre os anos de 2009 e de 2014, sobre a possibilidade de aborto quando a gravidez é resultante de abuso sexual infantil. O objetivo principal deste trabalho é verificar se a cobertura sobre aborto em caso de abuso sexual infantil, no período e nos jornais selecionados no Brasil e no Chile, se aproximou da complexidade da experiência das meninas e mulheres que passaram por esse tipo situação. Para tanto, utilizamos uma abordagem metodológica complexa, inter e transdisciplinar, com ferramentas de leitura cultural (narrativa de protagonismo, diagnósticos e prognósticos, contexto social e histórico do caso tratado) associadas à análise do discurso. Além disso, foram realizadas entrevistas em profundidade com mulheres que passaram pela experiência do aborto e/ou do abuso sexual infantil. A partir de tal metodologia, verificamos que os jornais priorizaram as fontes médicas, religiosas, do Executivo e do Legislativo, em detrimento do protagonismo das vítimas. Reduziram o debate entre pró versus contra o aborto, sem se aprofundarem nas consequências do abuso e da gravidez para a criança ou a adolescente em questão. Nos poucos casos em que as mulheres foram ouvidas, percebe-se que as reportagens alcançaram um debate mais humano, contextualizado e complexo sobre o tema.

JULIA BORBA (SAN TIAGO DANTAS- UNESP/UNICAMP/PUC-SP)

 A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E A ALIANÇA DO PACÍFICO NA INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL: DO DISTANCIAMENTO AO DIÁLOGO

Em 2011, a posse de Rousseff como sucessora de Lula da Silva criou expectativas de continuação das linhas gerais de política externa, principalmente no que diz respeito aos processos de integração e cooperação regional na América do Sul. Em abril do mesmo ano, surgiu a Aliança do Pacífico, um bloco declarado por seus membros como “realista, não excludente e pragmático” e que fomenta – tal como consta no Acordo Marco da Aliança do Pacífico – o regionalismo aberto para inserir eficientemente as partes no cenário internacional. A partir de então, a ideia de que a Aliança do Pacífico fazia contraste ao Mercosul ganhou espaço na literatura acadêmica, em certos veículos de comunicação e atores domésticos. No que concerne ao poder executivo brasileiro, à princípio, os impactos da Aliança do Pacífico para o Mercosul foram tratados com certo ceticismo, como visto na fala do ex-ministro de Defesa, Celso Amorim, de que o livre-comércio não gerava prosperidade imediata e que o fluxo de comércio do Mercosul era maior que o da Aliança do Pacífico, até que em 2014 houve uma iniciativa por parte do Brasil de se aproximar do bloco. Portanto, o objetivo deste trabalho é analisar o posicionamento brasileiro em relação ao modelo de integração regional que vinha sendo proposto, ressaltando os principais argumentos defendidos pelo país, e apontar as reações do Brasil frente ao surgimento e desenvolvimento da Aliança do Pacífico a partir de 2011

 

GISELE CARDOSO COSTA (PROLAM/USP)

AS CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR HEGEMÔNICA NO CAPITALISMO DEPENDENTE

A partir da década de 1950, a chamada Pedagogia Desenvolvimentista, bem como a Teoria do Capital Humano, vincularam o desenvolvimento econômico e a modernização da América Latina ao desenvolvimento educacional. Para a pedagogia desenvolvimentista, a modernização do Estado e a industrialização garantiriam o desenvolvimento da educação escolar;  já para a Teoria do Capital Humano, a educação escolar  seria a força motriz da ascensão social individual e do crescimento econômico.

Essas duas concepções liberais sobre a educação entraram em crise na medida em que a industrialização, a modernização, bem como o desenvolvimento econômico capitalista da região não garantiram para o conjunto da classe trabalhadora o acesso à educação escolar acompanhado da socialização de conhecimentos elementares exigidos pelo próprio padrão civilizatório burguês.

 Segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), 48% dos alunos latino-americanos que concluem o ensino primário e ingressam no ensino secundário, não apresentam os conhecimentos mínimos necessários para que sejam considerados plenamente alfabetizados. Esses dados não expressam somente a situação presente das políticas educacionais no subcontinente, todavia colocam na ordem do dia o debate sobre a constituição do caráter estrutural da educação escolar e a formação econômico-social da América Latina – o capitalismo dependente.

Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo analisar entre o padrão de reprodução do capital, suas exigências ao que se refere ao desenvolvimento das forças produtivas na América Latina e as características históricas da educação escolar latino-americana.

Segue abaixo o cartaz do evento:

XXXI EPAL (1)

XXX EPAL- Encontro dos Pesquisadores da América Latina

Edição especial  internacional

Comemoração dos 4 anos de atividades

Bolívia: sua história, suas lutas

 

 A comemoração dos quatro anos de atividades ocorreu no dia 26 de outubro de 2017, entre às 9:30 e 18 horas, no Auditório Freitas Nobre da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), com um público de mais de noventa pessoas. No dia contamos com a seguinte programação:

9h30-10h00

ABERTURA

Profa. Dra. Rebolo Gonçalves- Coordenadora do Prolam

Dr. Roberto Prudencio – Consul Geral do Estado Plurinacional da Bolívia

10h00- 10h30

Prof. Dr. Everaldo de Oliveira Andrade (História/USP)

“Revolução, classes e raças nas revoluções bolivianas contemporâneas”.

10h30-11h00

Debate

11h00-13h00

Profa. Dra. Beatriz Paredes

Sr.Carlos de Mesa, ex-presidente da Bolívia (2003-2005)

“Protagonismo indígena no atual Estado Plurinacional da Bolívia”

 13h00-14h00: Almoço

14h00- 15h30

Exibição dos filmes de filmes da vanguarda de cineastas bolivianos com comentários da Profa.Dra. Yanet Aguilera (Filosofia-UNIFESP).

Vuelve Sebastiana, de Raul Ruiz (1953), Coraje del Pueblo de Jorge Sanjinés  (1971) y Ajayu, de Francisco  Ormachea G. (1996).

15h30-16h00

Prof. Wilbert Vilka López. (doutorando Escola de Altos  Estudos, Paris)

“¿Ejemonías? Hombres claves en comunidades quechuas de Bolivia”

16h00-16h30

Profa. Daniela Angela Leyton (doutoranda em Estudos Latino Americanos na Universidad Andina Simon Bolívar de Ecuador).

“Dispositivos de poder na formación de elites mineras e cocaleras em Bolívia”

16h30-17h00

Prof. Salvador Schavelzon (UNIFESP)

Después de la clase y la cultura, disputas cosmopoliticas en Bolivia”.

17h00-17h30

DEBATE

Mediadora

Profa. Dra. Vivian Grace Fernández-Dávila Urquidi

EACH/ PROLAM)

Cartaz do evento:

Cartaz JORNADA BOLÍVIA (1).jpg

XXIX Encontro de Pesquisadores da
Améri
ca Latina (EPAL)

 

O XXIX encontro ocorreu no dia 26 de setembro, entre às 14 e 17:30 horas, na sala 201 do prédio central da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). No dia tivemos a seguinte programação:

 

AGENDA INTERNACIONAL DE TRABALHO DECENTE NA AMÉRICA LATINA: ESTUDO DAS EXPERIÊNCIAS DE DIÁLOGO SOCIAL DO BRASIL E DO CHILE

Letícia Mourad Lobo Leite (PROLAM/USP)

 O presente projeto tem como objetivo desenvolver um estudo acerca das  experiências de diálogo social vivenciadas na formulação e execução das Agendas de Trabalho Decente desenvolvidas no Brasil e no Chile no período de 2006 a 2014.O conceito de Trabalho Decente foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1999, durante a 87ª Reunião da Conferência Internacional do Trabalho realizada na cidade de Genebra, na Suíça, sendo um de seus pilares estratégicos o diálogo social tripartite entre os sujeitos do trabalho: empregadores, trabalhadores e governo. Desta forma, pretende-se realizar um estudo bibliográfico do sistema de relações de trabalho no Brasil e no Chile, com foco na consolidação das principais representações de empregadores, trabalhadores e da estrutura pública voltada ao emprego e a renda. Posteriormente propõe-se desenvolver uma pesquisa exploratória, a partir da análise documental e de entrevistas qualitativas sobre a noção de diálogo social e a sua implantação no Sistema Interamericano da Organização Internacional do Trabalho, a fim de realizar um estudo comparativo das experiências de construção do diálogo social na elaboração e execução das Agendas de Trabalho Decente do Brasil e do Chile. Por fim, objetiva-se comprovar que as Agendas de Trabalho Decente se tratam de um instrumento efetivo de fomento ao diálogo social tripartite, principalmente no que tange a institucionalização de espaços e a participação dos principais sujeitos das relações de trabalho no processo de formulação de políticas públicas de emprego e renda.

 

Inovação nos métodos aplicados a pesquisas comparadas

– o caso Mercosul, TICs no judiciário e o direito processual

 Sabrina Rodrigues Santos (PROLAM/USP)

A escolha do PROLAM-USP para desenvolver a pesquisa de doutorado sobre MERCOSUL, informatização do processo judicial e o direito processual nos seus Estados Partes, deu-se pela oportunidade de desenvolve-la utilizando os estudos comparado e interdisciplinar.

Ao longo da pesquisa verificou-se que seria necessário promover a interface de três temas distintos – Direito Internacional, Direito Processual e TICs no judiciário, também sob a perspectiva trans e multidisciplinar.

A proposta do trabalho é refletir sobre os métodos de pesquisa clássicos, compartimentado, e as possibilidades de desenvolvimento da pesquisa a partir da interação teórica e metodológica entre temas distintos a partir das abordagens inter, trans e multidisciplinar.

Os resultados esperados são i) obter uma perspectiva múltipla de fenômenos complexos e interconectados, ii) em atendimento ao movimento atual de ampliação do diálogo entre as várias áreas do conhecimento, iii) para antender as demandas por renovação das práticas pedagógicas e iv) as demandas da sociedade, cada vez mais integrada.

 

O Valor da América do Sul na Construção da História da WWE

Carlos do Amaral (USCS)

A WWE – World Wrestling Entertainment é a maior empresa de Luta Livre do Mundo. Sua sede fica em Connectiout nos Estados Unidos da América. O sonho dos lutadores de Pro-Wrestling são de brilhar frente aos fãs dessa empresa que está em mais de 180 países, inclusive no Brasil, Chile, Argentina e outros países da América pelo canal esportivo Fox Sports. O intuito desse trabalho é relembrar as participações de lutadores sul-americanos que contribuíram para o sucesso mundial dessa empresa. Para se ter uma noção, a primeiro embate do WWE Champhionship que na época se chamava WWF Champhionship foi disputada no Rio de Janeiro no final da década de 1950. Justifica-se esse estudo na baixa procura de produção de bibliografia sobre Luta Livre no continente. A descoberta desses nomes se dará na análise de conteúdo da enciclopédia da WWE, um livro que traz em ordem alfabética todos os produtos, lutadores, eventos, cinturões e etc que a entidade já promoveu. Além disso autores como DoAmaral (2016), Drago (2007) e Barthes (1972) serão utilizados para exemplificarem melhor a Luta Livre e seus costumes. Resultados preliminares apontam que para a consolidação da empresa em seus primeiros anos de vida, os sul-americanos foram peça chave nas construções das histórias e rivalidades. Sendo notório que no futuro isso vai se repetir com as estreias dos brasileiros, Cezar Bononi V8, Taynara Melo e Adrian Jaoude. Outro ponto importante nessa pesquisa é que ao se analisar a enciclopédia da WWE nota-se o quanto a América do Sul é participante e importante para a empresa, isso pode explicar a possível Tour WWE Live na América do Sul que acontecerá ainda em 2017.

 

Auxílio do Estado em matéria tributária e os acordos de integração regional na atualidade da América Latina

Hygino Sebastião Amanajas de Oliveira (PROLAM/USP)

 

Segue abaixo o cartaz do evento:

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XXVIII Encontro de Pesquisadores da
América Latina (EPAL)

O encontro de agosto ocorreu no dia 29, terça-feira, entre às 14 e 17:30 horas, na Rua do Anfiteatro, 181, favo 1 das Colmeias, no campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo. No dia contamos com a seguinte programação:

 

Fabio Salem (Letras/USP)

Figurações urbanas: literatura e cidade nas margens da modernidade

No contexto da modernização periférica operada, de maneira geral, pelo nacional-desenvolvimentismo entre as décadas de 1930-1980, na América Latina; bem como (e de maneira muito mais precária) pelo início da luta anticolonial contra Portugal e a débâcle da Guerra Fria, entre 1960-1989, em Angola e Moçambique; alguns escritores consolidaram uma visão única e disruptiva daquilo que a tradição ocidental convencionou chamar “a cidade”. Construindo seus significados no contrapé da famosa cidade letrada, esses artistas procuraram dar a este “enxerto europeu” – para utilizar expressão do moçambicano Mia Couto a respeito de sua cidade-natal, Beira – linhas de fuga ignoradas na tradição de grandes retratistas urbanos, como Dickens e Balzac. É sob tal perspectiva que debateremos quatro visões – de América hispânica e África portuguesa – sobre a “cidade”, com o fim de pensar as formas de inserção pós-coloniais na proclamada modernidade. Relacionando-as historicamente a seu tempo e lugar, discutiremos Jorge Luis Borges e a “metrópole das margens” (Argentina); Gabriel García Márquez e a “cidade provinciana” (Colômbia); Luandino Vieira e a “cidade cindida” (Angola); Mia Couto e a “anti-cidade” (Moçambique). Em comum, tais escritores construirão esta cidade em tensão exatamente com aquilo que a renega: a imensidão dos arrabaldes e o sul (Borges); o isolamento dos grandes centros do poder (Márquez); a extrema cisão interna (Luandino); a subversão da racionalidade moderna (Couto). Não por acaso, veremos que nesta construção heteróclita reside o significado mais exato da modernidade em sua franja, em seus confins.

Pauleany Linhares Prince (UNIFESP)

Experiência- resistência histórica e cultura no discurso do exército zapatista de liberação nacional (EZLN)

As/ Os sentinelas zapatistas, em seus discursos, criam ,convergem e reelaboram várias teorias em torno daquilo que seria a experiência – resistência, o processo histórico e a formulação de uma múltipla identidade cultural. Não nos possibilita o encerramento em alguns conceitos, mas, no entanto, nos ilumina, com a sua experiência, partes complementares em todos os olhares. Como um prisma, os zapatistas nos desafiam a olhar para diversas partes com diversos olhares, sem ou com combinações prévias em um “calendário” de “várias geografias” e variadas lutas e experiências- resistência que configuram outro olhar sobre processo histórico e a superação do capitalismo.

Entre Gramsci, E.P. Thompson, Stuart Hall e Charles Tilly, podemos identificar aspectos mobilizadores e conectores sobre o saber histórico, a teoria da práxis, a formulação do conceito de cultura e a experiência dos sujeitos na história, todos estes conceitos iluminados pela experiência – resistência histórica Zapatista e seus discursos.

O desejo de superação da práxis – teórica e a crítica a ela se faz evidente, também, no discurso zapatista, o que torna a investigação muito mais instigante. Pode-se concluir que há certo desgaste nos embates tradicionais em torno da prática – teoria e interesse, por parte dos intelectuais mencionados e trabalhados neste artigo, em buscar uma saída. No entanto, o desenvolvimento deste artigo, nos elucida o caminho desde as dificuldades ás possíveis convergências.

 

Marcelo Mendes Chaves (FAAT; PROLAM/USP)

 Carybé e Poty: narrativas e diálogos na América Latina

A similitude entre as trajetórias desenhadas pelos artistas Carybé e Poty, impressiona tanto em relação ao aspecto plástico, bem como sobre a extensa e significativa produção de ambos, cerca de cinco mil trabalhos cada um, entre desenhos, pinturas, gravuras, cerâmica, escultura, murais e painéis. Hector Júlio Paride Bernabó, Carybé, descende de pai italiano e mãe brasileira, gaúcha, e apesar de nascer na Argentina, mais precisamente em Lanús, região metropolitana da Grande Buenos Aires, passou toda primeira infância, até os sete anos, entre Genova e Roma no período da primeira grande guerra; já Poty ou Napoleon Potyguara Lazzarotto, filho de italianos, nasce em Curitiba, convivendo intensamente com os imigrantes italianos no “Vagão do Armistício”, nome relacionado à primeira grande guerra, que abrigava o restaurante da família. Os dois são grandes ilustradores, dentre os diversos nomes da literatura nacional e internacional, Jorge Amado é o autor para o qual Carybé produziu o maior numero de ilustrações, no caso de Poty, o autor é Dalton Trevisan. Carybé desenvolveu a série Cadernos do Recôncavo, dez cadernos ilustrando os costumes afro-baianos, encomenda de Anysio Teixeira em 1950, então secretário da Educação da Bahia. Em 1968, Poty elaborou, a partir do registro dos costumes indígenas do Alto Xingu, o Caderno do Xingu, a pedido dos Irmãos Villas Boas. Desse modo, a plástica de Carybé está intrinsecamente ligada à matriz africana, especificamente iorubá, enquanto Poty à matriz indígena, tupi-guarani. Vale salientar as cidades nas quais os artistas estamparam suas estéticas, resultando num relevante acervo de arte pública, a saber Salvador (BA) e Curitiba (PR). Após muitos anos de proximidade, tanto em relação aos laços afetivos, quanto à produção artística, em 1988, os dois artistas produzem conjuntamente o primeiro e único trabalho, a convite de Darcy Ribeiro: os painéis para o Salão dos Atos do Memorial da América Latina.

 

Segue abaixo o cartaz do encontro:

 

XXVIII EPAL

XXVII Encontro de Pesquisadores da América Latina (EPAL)

 

O XXVII EPAL foi realizado no dia 21 de junho, quarta-feira, entre às 14 e 17:30 horas, na Rua do Anfiteatro, 181, favo 1 das Colmeias, no campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo. Na ocasião contamos com a seguinte programação:

 

Alexandre de Oliveira Martins (PROLAM/USP) – Serviços de Inteligência da América do Sul

A partir de um recorte teórico dos Estudos de Segurança Internacional, o trabalho apresenta os desafios das atuais agências de inteligência sul-americanas em conciliar um passado histórico recente marcado pela Doutrina de Segurança Nacional e um presente no qual além da emersão das chamadas ‘novas ameaças’ ressurge também a prática da espionagem nas relações internacionais pós-Snowden. Frente aos problemas de segurança comuns à região, como a problemática das drogas, os serviços de inteligência da América do Sul se deparam também com o dilema da cooperação, abordada de maneira bastante tímida no âmbito institucional da Unasul e de seu Conselho de Defesa, mas considerada como hipótese mais real nos arranjos bilaterais e menos facil em termos multilaterais. O conhecimento das estruturas legais das agências já estabelecidas naqueles países sul-americanos que incorporaram a atividade de inteligência em seu ordenamento jurídico é uma forma de mensurar simetrias e assimetrias que possam favorecer ou dificultar a cooperação na área. Nesse sentido, o trabalho propõe-se a inicialmente apresentar um rápido contexto histórico dos anos 1960 e 1970 na América do Sul, para, na sequência, mostrar as principais alterações ocorridas na arquitetura de inteligência sul-americana a partir da redemocratização de meados dos anos 1980.”

 

Amanda Magrini (UNESP) – As Ceramistas do Alto Vale do Ribeira: um estudo sobre as relações sociais e o imaginário feminino na cerâmica popular da região

A cerâmica popular do Vale do Ribeira compreende principalmente o Polo Cerâmico do Alto Vale do Ribeira nas cidades de Apiaí, Barra do Chapéu e Itaóca, localizados no interior do estado de São Paulo. Ao todo, o polo conta com cerca de trinta ceramistas produzindo utilitários e objetos decorativos fabricados artesanalmente, cuja produção é feminina e se tornou uma importante alternativa para a região. Neste contexto, esta pesquisa propõe investigar a atuação profissional comunitária de mulheres ceramistas influenciando, em maior ou menor grau, as estruturas sociais da comunidade. Também pretende observar as etapas do processo criativo, compreendendo a construção do imaginário feminino no qual as referidas ceramistas estão inseridas, e a simbologia dos elementos estéticos e funcionais representados nos artefatos cerâmicos. A partir de práticas observacionais descritivas e analíticas, como: entrevistas, vídeos, fotografias e levantamento histórico, este estudo etnográfico busca explorar o potencial da cerâmica popular como elemento de estudo das relações sociais enquanto expressão artística feminina.

 

Tomás Costa de Azevedo Marques (PROLAM/USP)- “Um estudo comparado entre o programa “Missão Caixa” na Venezuela e o programa “Caixa Aqui” no Brasil: Políticas públicas de inclusão financeira na América Latina”

Esta dissertação tem como objetivo realizar uma análise comparada de duas políticas públicas de inclusão financeira, sendo uma delas no Brasil e outra na Venezuela. A importância deste estudo reside na necessidade de desenvolver trabalhos que busquem compreender melhor as iniciativas de políticas públicas de inclusão financeira de caráter inovador focadas na bancarização da população de baixa renda e que apresentam desenho distinto das principais iniciativas do campo, mas que até o presente momento ainda são muito pouco estudadas suas contribuições em especial no contexto da América Latina. A “Missão Caixa” na Venezuela e o programa “Caixa Aqui” no Brasil são analisadas a partir de suas origens históricas, o seu desenvolvimento e uma comparação entre seu desenho institucional. Isto é feito à luz da discussão teórica apresentada pela teoria dos mercados imperfeitos e a abordagem pós-keynesiana. Diante disso é feita uma revisão história da discussão da inclusão financeira e sua importância como instrumento de desenvolvimento econômico e social, para o combate à pobreza e geração de oportunidades para os mais pobres, a partir da problematização do microcrédito como mecanismo financeiro que busca cumprir tais objetivos. No resultado do desenvolvimento do trabalho são apresentados como os desenhos dessas políticas públicas têm se mostrado inovadoras dentro do contexto de inclusão financeira dos grupos desbancarizados. Por fim pretendese que a análise aqui apresentada possa contribuir com o aperfeiçoamento e desenvolvimento de instituições e políticas públicas de inclusão financeira, bem como abra a oportunidade de novas agendas de pesquisa que possam aprofundar a partir de outras dimensões o objeto de estudo.

Segue abaixo o cartaz do evento:

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XXVI Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina (EPAL)

 

O XXVI Encontro de Pesquisadores da América Latina ocorreu no dia 31 de maio, quarta-feira, entre às 14 e 17:30 horas, na Rua do Anfiteatro, 181, favo 1 das Colmeias, no campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo.

Na ocasião contamos com a seguinte programação:

Edilberto Vinícius Brito Nascimento (MDCC/UNICAMP)
América Latina sob a lente de jornais regionais: Uma construção de sentido via agências de notícias

A pesquisa investiga, a partir da metodologia da Análise de Conteúdo, as editorias internacionais dos jornais impressos regionais Diario de Pernambuco e Zero Hora (do Rio Grande do Sul) para saber quando e como a América Latina (AL) é veiculada no noticiário dos dois veículos – que representam estados brasileiros com relações sociais, econômicas e históricas distintas em relação à AL. Ao longo do trabalho, são propostos, ainda, questionamentos a respeito do jornalismo regional na era da globalização, o papel das agências internacionais de notícia na comunicação local, a história e mecanização do jornalismo internacional nas redações e a influência do olhar não latino-americano na imprensa brasileira nas últimas décadas. Ao final, a hipótese central da pesquisa se confirma com a análise do conteúdo de 1086 reportagens, notícias, entrevistas ou notas nos quais os países da América Latina são menos reportados pelo Diario de Pernambuco e Zero Horaquando comparados à cobertura dada a países como Estados Unidos e França. Além disso, também se consegue provar, na análise de ambos jornais regionais, o uso recorrente de informações de agências de notícias não latino-americanas e a predominância por valores-notícia condicionados a uma agenda de fatos negativa sobre os países latino-americanos. A análise conferiu o noticiário do Diario e da Zero no período de 1º de junho de 2015 a 31 de janeiro de 2016.

Carolina Russo Simon (UNESP)
As práticas de promoção da saúde na luta pela terra e pela água: um estudo comparativo entre comunidades camponesas do Brasil e da Argentina

O Brasil e a Argentina partilham entre si muitas semelhanças e diferenças. A principal semelhança pode ser compreendida em função do processo de colonização pelos países europeus e seus desdobramentos em termos de formação territorial. Da mesma forma, observa-se nesses dois países a expansão de empreendimentos de empresas transnacionais, no contexto da globalização perversa (SANTOS, 2003). Em resposta a esse processo de dominação, observa-se nos dois países experiências de mobilização e lutas de resistência cultural, econômica e social, aproximando movimentos sociais por causas comuns como: moradia, terra, água, saúde etc. Temos como exemplo na Argentina o MNCI -Movimiento Nacional Campesino Indigena, UST – Union de los Trabajadores Sin Tierra de Mendoza e no Brasil CPT -Comissão Pastoral da Terra e MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, movimentos resultantes dos processos de formação socioespacial (SANTOS, 1977). Através da aproximação de La Via Campesina, articuladora desses movimentos, pretendemos analisar as similitudes e diferenças na formação socioespacial dos países a partir das práticas de luta e resistência camponesa pelo viés teórico da promoção da saúde. Nas regiões semiáridas escolhidas para o estudo, região de Cuyo, localizada no centro-oeste da Argentina, e Paraíba, na região nordeste do Brasil, observa-se a crise hídrica, em uma marca histórica de falta de acesso à água agravada pelo agrohidronegócio (THOMAZ JÚNIOR, 2010), o qual gerou o conflito no campo e a luta pelo acesso à água para garantir a permanência na terra pelos campesinos. Neste contexto, os sentidos e as concepções de saúde das comunidades camponesas serão analisados, visando a compreensão da plenitude da vida (neste caso, estudar saúde não é pensar na doença). Tal perspectiva resulta na importância da junção de campos importantes da Geografia, o Agrário e Saúde, para a construção de novas possibilidades. Pretendemos nesta pesquisa desenvolver um estudo comparado de duas regiões, a partir das leituras da Geografia Crítica e das abordagens da pesquisa qualitativa, principalmente de depoimentos orais, o que se torna um caminho possível para a descoberta de questões representativas e/ou concretas em luta pela vida e pela saúde, que se materializam nas trajetórias de vida dos sujeitos da pesquisa.

 

Rafael Almeida Ferreira Abrão (Mestrando em Ciências Sociais/UNESP)
MERCOSUL e a desindustrialização precoce de Argentina e Brasil

Em geral, o aumento das relações comerciais entre a China e os países do Cone Sul vem sendo tratado como uma oportunidade de alavancar o desenvolvimento da região. Contudo, a expansão da presença de produtos chineses no mercado doméstico de nações sul-americanas tem impactado diretamente na produção de manufaturas desses países. Simultaneamente, o crescimento chinês tem estimulado as exportações de produtos primários na Argentina e no Brasil, contabilizado um alto impacto ambiental e a sobrevalorização da taxa de câmbio, uma vez que a entrada de recursos externos nesses países aprecia as moedas locais. A moeda apreciada impacta na competitividade dos produtos manufaturados produzidos na região, diminuindo a presença de artigos com maior valor agregado na pauta exportadora. Apesar da presença chinesa representar uma dinamização do comércio internacional, uma vez que, historicamente, os principais parceiros comerciais da região são as antigas metrópoles da Europa Ocidental e os Estados Unidos, a concorrência com artigos chineses e a apreciação das moedas locais pode ocasionar um processo de desindustrialização, tornando-se uma das principais ameaças ao desenvolvimento econômico da região. Esse estudo demonstra que a antiga orientação do Mercosul de complementação de cadeias produtivas, não é mais uma realidade devido a acentuada desindustrialização das maiores economias do bloco regional: Argentina e Brasil.

Segue abaixo o cartaz do evento:

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XXV ENCONTRO DE PESQUISADORES SOBRE A AMÉRICA LATINA (EPAL)

O primeiro encontro de 2017 ocorreu no dia 27 de abril, quinta-feira, entre às 14 e 17:30 horas, na Rua do Anfiteatro, 181, favo 1 das Colmeias, no campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo.

Na ocasião contamos com a seguinte programação:

CAMILA ANTUNES MADEIRA DA SILVA (PROLAM/USP) – A INDESEJABILIDADE HAITIANA NA MÍDIA BRASILEIRA

Resumo: O fenômeno da diáspora é fundamental para pensar e compreender o Haiti. Ao dividirmos em três seus principais fluxos migratórios, constatamos que os haitianos são frequentemente vistos e tratados como indesejáveis. No ano de 2010, o Haiti foi assolado por um terremoto que deixou o país em estado de emergência, desencadeando o mais expressivo fluxo migratório já visto, no qual o Brasil se insere pela primeira vez como país de destino. Muitos haitianos residentes no país têm sofrido discriminação, que pode ser expressa, por um lado, pela inacessibilidade laboral e, consequentemente, de ascensão social, e, por outro, em formas mais diretas e explícitas de xenofobia. Tendo em vista as particularidades históricas e estruturais que situam o Brasil como um país em cujo racismo insiste em perdurar de forma velada, valendo-se, portanto, de categorias não explícitas de discriminação, a questão racial é central para uma análise acurada da situação desses haitianos em diáspora. A mídia, por sua vez, exerce o papel de alicerçar e, concomitantemente, refletir o pensamento social de um grupo ou nação. Sendo assim, as imagens que se produzem acerca do Haiti – em um primeiro momento, após o terremoto – e dos haitianos – a partir do aumento da chegada dos mesmos em território brasileiro-, são uma importante ferramenta para focalizar a perspectiva racializada (e por vezes racista) que se tem do negro no país, independentemente de sua nacionalidade. Analisamos, para tal, diversos produtos midiáticos da Rede Globo, maior emissora de televisão do país, que mencionam o Haiti dos anos de 2010 a 2016.

ALEXANDRE QUEIROZ (EFLCH/UNIFESP) – A REVOLUÇÃO NO PARAÍSO: RESSIGNIFICAÇÕES DO CONCEITO DE LIBERTAÇÃO NA AMÉRICA LATINA (1968 – 1979)

Resumo: “Libertação” foi um conceito dotado de amplos significados políticos e religiosos na América Latina e alvo de intensas discussões no seio da Igreja e fora dele, sobretudo entre os anos 1960 e 1980, das quais participaram importantes intelectuais e autoridades eclesiásticas. Organizadas pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), as conclusões das Conferências Episcopais de Medellín, em 1968 e dePuebla, em 1979, fontes dessa pesquisa de mestrado, debateram e formularam o significado da “Libertação” na Igreja latino-americana, marcada pelo advento da Teologia da Libertação. Dessa forma, nos interessa mapear a circulação de ideias bem como o debate que se estabeleceu entre interpretações da “Libertação” na América Latina, centradas na afirmação de uma identidade latino-americana, crítica ao capitalismo, reflexões sobre a modernidade e em constante diálogo com as leituras marxistas da realidade latino-americana e da Doutrina Social da Igreja Católica.

PAULO HENRIQUE RIBEIRO NETO (PROLAM/USP) – AS CONSEQUÊNCIAS DA COOPERAÇÃO CIENTÍFICA FRANCESA (FRANCE-AMSUD) NA INTEGRAÇÃO REGIONAL DE PESQUISADORES SUL-AMERICANOS

Resumo: Este estudo tem como objetivo avaliar as possíveis consequências que a delegação francesa “France-AmSud” teve na produção e na cooperação entre cientistas sul-americanos financiados por uma de suas duas iniciativas para pesquisadores da região (Math-AmSud e STIC-AmSud) entre os anos de 2012 e 2015. Desde 1990, a França mantém um corpo diplomático na América do Sul com o objetivo de promover e aprimorar os elos entre atores e agências francesas com instituições locais em diversos campos. Além disso, especificamente através de suas atividades acadêmicas, é também um objetivo da delegação assegurar que redes de investigação científica entre cientistas franceses e sul-americanos sejam criadas e reforçadas. Sob a ótica de muitos autores pós-coloniais, esta iniciativa poderia ser vista com desconfiança: a interferência de um dos antigos colonizadores da América Latina em nossa pesquisa científica poderia ser uma forma de recolonizar o continente (em um processo de “colonização do pensamento”), possivelmente impedindo que as comunidades acadêmicas locais colaborarem entre si e evitando assim a emergência de uma ciência regional autônoma. No entanto, é esse o caso aqui? Estão ambas as iniciativas francesas aproximando os pesquisadores sul-americanos e promovendo a cooperação entre eles em redes que incluem também pesquisadores franceses, como é um de seus objetivos? Ou estão os pesquisadores sul-americanos, que até recentemente participavam dos programas supracitados, hoje mais distantes da produção científica regional e mais próximos das instituições europeias que fizeram parte dos projetos? Estas são algumas das perguntas que esta pesquisa pretende abordar. Dos 39 projetos apoiados e concluídos pelos programas Math-AmSud e STIC-AmSud entre 2012 e 2015, três foram selecionados como estudos de caso. Todos os coordenadores sul-americanos desses três projetos, membros de instituições e universidades de cinco países da região (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), estão sendo entrevistados para este estudo. Ademais, a produção recente dos mesmos, bem como os documentos e relatórios produzidos durante o curso dos projetos, vem sendo compilados e analisados. Como se trata de uma investigação em andamento, as conclusões finais só serão divulgadas publicamente em fevereiro de 2018, quando a dissertação de mestrado sobre essa temática será apresentada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (PROLAM), da Universidade de São Paulo (USP). No entanto, alguns resultados iniciais podem ser discutidos durante o EPAL. Em tempo, essa pesquisa é realizada sob a orientação da Professora Doutora Maria Cristina Cacciamali e é financiada pela Coordenação para o Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Segue abaixo o cartaz do encontro:

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