EPAL 2013

O Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina foi criado em maio de 2013, sendo que o primeiro EPAL foi realizado em junho. No ano de 2013 contamos com cinco edições, as quais seguem abaixo:

 

I Encontro de pesquisadores sobre a américa latina

O primeiro Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina foi realizado no dia 10 de junho de 2013, entre as 14:00 e 16:30 horas no Favo 13B, Colméias, da Universidade de São Paulo. No Encontro tivemos a presença do Prof. Dr. Umberto Celli, além de três pesquisadores com as seguintes temáticas:

Prof. Dr. Umberto Celli
Abertura

 

Thaís Virga Passos
A importância da integração física no eixo amazonas: oportunidades e desenvolvimento

Resumo: Assumindo a importância da integração latino-americana nesta pesquisa se estuda a relevância estratégica e econômica da integração física, baseada nos transportes, no âmbito intrarregional do Eixo Amazonas de integração – Brasil, Colômbia, Equador e Peru – e sua relação com o desenvolvimento da região.

 

Teresa Montero Otondo
Televisão Pública na América Latina: para quê e para quem?

Resumo: Com enfoque jornalístico debateremos sobre a validade e a viabilidade da televisão pública. Analisando o modelo chileno criado na esteira da redemocratização do país e o brasileiro em dois momentos – na redemocratização com a criação da TV Cultura de São Paulo e em 2007-8 com a criação da TV Brasil (EBC).

 

Jose Alex Rego Soares
O papel das instituições regionais de fomento no financiamento do desenvolvimento na América Latina

Resumo: Pesquisando os mecanismos de financiamento da região jogaremos luz sobre alguns obstáculos no desenvolvimento da região, em especial a falta de autonomia sobre os fluxos financeiros. Pois se compreende que o entendimento dos processos de financiamento da região para alavancar a integração regional não é apenas um fato conjuntural para os países latino-americanos, mas faz-se necessário por questões estratégicas.

Abaixo seguem o cartaz e imagem do primeiro EPAL:

EPAL I

IMG_2534Imagem 1: Pesquisadores no Primeiro Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina.

II ENCONTRO DE PESQUISADORES SOBRE A AMÉRICA LATINA

 O segundo Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina foi realizado no dia 20 de agosto, também entre as 14:00 e 16:30 horas, no Favo 13B, Colméias, da Universidade de São Paulo. Na ocasião tivemos três pesquisadores, além da presença da Profa. Dra. Cremilda Celeste de Araújo Medina.

Seguem abaixo os pesquisadores e temáticas:

Profa.dra. cremilda celeste de araújo medina

 

Fernanda Pereira
As organizações da sociedade civil no México e no Brasil: os desafios para a mobilização de recursos e o cumprimento da missão organizacional

Resumo: As organizações da sociedade civil devem alinhar, constantemente, o desenvolvimento de estratégias para lidarem com a dependência externa e viabilizar o cumprimento da sua missão organizacional. Nesse sentido, este estudo busca entender as dependências geradas pelos recursos captados ou pelas estratégias definidas para a mobilização de recursos que influenciaram o cumprimento da missão organizacional definida pelas organizações da sociedade civil: Comércio Justo México (CJM) e Fórum de Articulação do Comércio Ético e Solidário do Brasil (Faces do Brasil), mexicana e brasileira, respectivamente.

Bruno Aranha
De Buenos Aires a Misiones: civilização e barbárie nos relatos de viagens científicas realizadas à terra do mate (1882-1901)

Resumo: O presente trabalho consiste numa proposta de análise de relatos realizados por viajantes que, tendo um ponto de partida em comum – Buenos Aires – se dirigiram a Misiones, no nordeste argentino e publicaram textos sobre a região entre 1882 e 1901. Através desses relatos, temos como intuito desenvolver uma maior compreensão sobre a visão que seus autores tinham acerca de Misiones. Um dos pontos norteadores desse trabalho é a transposição da oposição centro versus periferia para um novo espaço: o americano. Ou seja, a oposição usada para opor a Europa, o “centro civilizado do mundo” em relação à América, que seria um lugar que ainda “carecia de civilização”, é transportado para esse novo espaço. A partir de então, dentro da própria Argentina temos um centro (Buenos Aires) e uma periferia (aqui representada por Misiones). Nesse novo espaço, essa dicotomia sofreu apropriações e recriações, que serão estudadas neste trabalho.

Marcos Antônio Fávaro Martins
A Pacificação no Cone Sul: mudanças nos objetivos estratégicos da Argentina, Brasil e Chile no Pós Guerra Fria

 Resumo: O objetivo da pesquisa é identificar mudanças naquilo que se convencionou chamar de “conceito estratégico nacional” (CEN) nos países do cone sul, ou seja, Argentina, Brasil e Chile. Como ponto de partida, temos que o fim da Guerra Fria promoveu o realinhamento de interesses estatais em vários subsistemas, inclusive o sul americano, enquanto que, a redemocratização dos países do cone sul, prestou novas modificações ao dinamismo de relações de poder na balança do cone sul. Como elemento de investigação, temos o gênero e grau destas mudanças, bem como suas implicações para os objetivos nacionais de cada Estado mencionado. No que toca os nossos procedimentos, faremos um exercício comparativo em dois níveis: no primeiro deles, avaliaremos a mudança de percepção de objetivos estratégicos nos três países focados, o que faremos pela comparação da literatura geopolítica produzida nestes três países durante a Guerra Fria, com os atuais documentos publicados pelos respectivos ministérios de defesa em termos de defesa e segurança. Deste primeiro esforço, juntaremos elementos suficientes para a comparação das atuais estratégias nacionais em curso, bem como o seu significado para a integração continental.

Seguem abaixo o cartaz e algumas imagens do dia:

EPAL II

I EPALImagem 2: Apresentação do pesquisador Marcos Antônio Fávaro Martins no segundo Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina.

I EPAL (3)Imagens 3 : Pesquisadores no segundo Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina.

 

iii encontro de pesquisadores sobre a américa latina

No terceiro Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina, realizado no dia 19 de setembro de 2013, entre as 14:00 e 16:30 horas, no Favo 13B, Colméias, na Universidade de São Paulo, tivemos a presença do Prof. Dr. Renato Seixas e de três pesquisadores.

Seguem os resumos dos pesquisadores:

PROF. DR. RENATO SEIXAS
 abertura

 

Cristiana de Vasconcelos Lopes
Os desertores da guerra na Tríciple Aliança: utopia anárquica?

Resumo: Durante o século XIX, o governo imperial brasileiro envolveu-se em diversos conflitos na região do rio do Prata. O primeiro teve início em 1817, com a ocupação do atual território uruguaio por tropas luso-brasileiras. Em 1821, a região foi anexada ao Brasil com o nome da província Cisplatina e, no ano seguinte, passou a integrar o Estado imperial recém-proclamado. Em 1825, com apoio da população local, tropas comandadas pela líder uruguaio Juan Lavalleja ocuparam a província Cisplatina e declararam sua anexação à República das Províncias Unidas do Rio do Prata, atual Argentina. Após três anos de conflito, o Brasil e a Argentina reconheceram a independência da Cisplatina, que se tornou a República Oriental do Uruguai. Nas décadas seguintes, o governo imperial brasileiro continuou interessado em compartilhar o controle da região platina. A navegação pelos rios da bacia do Prata era fundamental, pois garantia acesso à província de Mato Grosso. Na década de 1850, tropas brasileiras envolveram-se em confrontos no Uruguai e na Argentina, ajudando os oposicionistas locais a derrotarem os governos do Uruguai e da argentina, respectivamente, Manoel Oribe e Juan Manoel Rosas. Essas intervenções demonstram o interesse do governo imperial brasileiro em manter no poder , naqueles países, governos que fossem seus aliados e não criassem obstáculos à livre navegação na bacia do Prata. As intervenções brasileiras não significaram o fim dos conflitos na região; ao contrário, apesar da existência de acordos de livre navegação, autoridades dos países platinos frequentemente criavam dificuldades para a passagem de navios estrangeiros. Ao mesmo tempo, representantes diplomáticos do Brasil e do Paraguai entravam em choque em relação aos limites de seus respectivos territórios. Essa situação gerou tensões entre os governos brasileiro e paraguaio, os quais passaram a concentrar tropas e soldados na região de fronteira entre os países. Na década de 1860, os governantes Atanásio Cruz Aguirre, do Uruguai, e Francisco Solano López, do Paraguai, estabeleceram uma aliança política e econômica, gerando desconfianças nos governos brasileiro e argentino, que temiam perder o controle dessa região. Desde os meados do século XIX, o Paraguai vivia um processo de desenvolvimento econômico, com criação de indústrias, construção de estradas de ferro e uma fecunda expansão agrícola. Visando ampliar esse processo, o governo paraguaio procurou garantir o livre acesso ao Atlântico, sem qualquer restrição, pelos rios da bacia do Prata. Em 1864 o governo brasileiro realizou nova intervenção no Uruguai, apoiando a derrubada de Aguirre e a instalação de um novo governo, sob o comando de Venâncio Flores. O Paraguai, aliado de Aguirre, rompeu relações diplomáticas com o governo imperial brasileiro. No ano seguinte, o exercito paraguaio invadiu o Mato Grosso e parte do norte da Argentina. Essas invasões levaram à formação da tríplice Aliança entre os governos do Brasil, Argentina e Uruguai, contra o Paraguai. Nesse sentido, a guerra contra o Paraguai, assim como a resistência à guerra foi constituída por uma relação social e histórica, onde entra em cena o conflito latente entre nações vizinhas, onde as abordagens acerca da guerra apontam para o discurso da subserviência latina aos ingleses para explicar a guerra. Em linhas gerais, tal abordagem estabelece a equação linear sobre a guerra, silenciando assim, a resistência à mesma, atribuindo aos atores sociais, naquele período, uma passividade política sobre a guerra, e, dessa forma, estabelecimento contradições sobre a temática, produzida socialmente e historicamente acerca do conflito.

 

 Maria Margarida Cintra Nepomuceno
Lívio Abramo no Paraguai. Entretecendo culturas

Resumo: O presente trabalho tem como eixo central a análise das ações culturais realizadas pelo artista Lívio Abramo no Paraguai, para a aproximação das comunidades culturais do Brasil e daquele país, no contexto das orientações da diplomacia cultural brasileira. Durante trinta anos, de 1962 a 1992, Lívio Abramo desempenhou a função de coordenador do Setor de Artes Visuais da Missão Cultural Brasileira, no Paraguai, que lhe foi atribuída pelo Itamaraty, e marcou firmemente a sua atuação como educador, artista e articulador cultural no meio da sociedade local. Desde os anos 40, o Brasil mantinha com o Paraguai acordos e convênios educacionais e técnicos, como parte de um projeto de aproximação com aquele país, mas só assumem uma dimensão artística e cultural a partir da chegada de Lívio Abramo. Esta pesquisa promoveu aproximações interdisciplinares entre áreas de conhecimentos específicos, como as Ciências Políticas – com os estudos das Relações Internacionais após a Segunda Guerra Mundial-, a História da Arte e a História do Brasil. Esses conhecimentos articulados a outros recursos investigativos, tais como a documentação específica obtida nos arquivos históricos, os depoimentos e histórias de vida, auxiliaram-me no cumprimento do objetivo proposto por esse trabalho

 

Regiane Nitsch Bressan
A integração sul-americana e a superação da pobreza: uma abordagem pela percepção das elites

Resumo: O trabalho consistiu no estudo das percepções das elites de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Venezuela sobre a integração sul-americana e o apoio à superação da pobreza no contexto regional. Fundamentando-se na definição de elites da corrente pluralista, foram analisadas as percepções de cinco categorias: governos, partidos políticos, empresários, sindicatos e atores sociais. Além do trabalho também serão apresentadas e discutidas as oportunidades e importância da pesquisa no âmbito da Pós-Graduação, bem como os desafios em ser aluno de um Programa Interdisciplinar como o PROLAM.

 Abaixo o cartaz do dia:

EPAL III

 

IV Encontro de pesquisadores sobre a américa latina

 O quarto Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina foi realizado no dia 22 de outubro de 2013, entre as 14:00 e 16:30 horas, no Favo 13B da Universidade de São Paulo. Na ocasião, contamos com a presença do Prof. Dr. Márcio Bobik Braga e mais três pesquisadores com as seguintes temáticas:

Prof. dr. Márcio bobik braga
abertura

 

André Luiz Lanza
Imigração e industrialização no Brasil e na Argentina (1870-1930)

Resumo: O objetivo do trabalho é examinar e comparar os processos de imigração e de industrialização no Brasil e na Argentina no período entre 1870 e 1930. Durante este período, houve uma grande expansão da economia agroexportadora nos dois países, marcada pela produção cafeeira no sudeste do Brasil e pela produção de cereais e produtos pecuários na região de Buenos Aires. É também durante este período que ocorre o início do processo de industrialização e modernização da infraestrutura nos dois países. A literatura para o período destaca, para os dois países, o papel que os imigrantes tiveram na formação e consolidação das indústrias nacionais. A grande disponibilidade de terras, a escassez populacional e a demanda crescente por mão-de-obra para sustentar a economia agroexportadora atraíram imigrantes de várias origens. Uma primeira série de questões examina e compara o debate da historiografia sobre os fatores que promoveram os processos de industrialização e imigração nos dois países, a expansão de atividades econômicas voltadas para a exportação e os fatores que levaram ao incremento da imigração em ambas as economias. Serão investigados o contexto em que se deu a atração das massas de imigrantes para esses países (semelhanças e diferenças), a relação entre a imigração, a ampliação do mercado de trabalho assalariado e o aumento da demanda por bens e serviços nas duas regiões. A segunda série de questões analisa e compara os processos de imigração para as duas regiões. Serão analisadas as políticas empreendidas pelos governos para a atração dos imigrantes e o impacto da imigração para o fenômeno da urbanização nas duas regiões. Serão examinados também a origem, dados estatísticos e condições sociais dos imigrantes e os efeitos que os distintos processos de transformação do mercado de trabalho condicionaram a demanda por bens e serviços nas duas regiões. A terceira série de questões está relacionada com o papel dos imigrantes para o crescimento das atividades industriais nas regiões.

Alexandre Ganan de Brites Figueiredo
Ecos do libertador – o pensamento de Simón Bolívar no discurso de Hugo Chávez

Resumo: O objeto desta dissertação é o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez, no que tange à constante referência à vida e obra de Simón Bolívar. Chávez, um dos fundadores, nos anos de 1980, do Movimento Revolucionário Bolivariano-200, é eleito presidente da República em 1998 apresentando Bolívar como a fonte de seu projeto político. Um ano depois, é aprovada, via referendo, uma nova Constituição para o país, elaborada por uma Assembleia Nacional Constituinte prometida por Chávez durante a campanha. A nova Constituição muda o nome do país para República Bolivariana da Venezuela e declara, em seu artigo primeiro, que a Venezuela fundamenta seus valores e objetivos na obra de Simón Bolívar. Esta dissertação se debruça sobre os discursos de Hugo Chávez pronunciados no ano de 1999, primeiro ano seu na presidência e também ano da elaboração e promulgação da Constituição, para investigar as relações entre um projeto político de fins do século XX e o projeto intentado por Bolívar na Revolução de Independência. O que faz Bolívar, herói do século XIX, ser aceito como o fundamento de um projeto elaborado 200 anos após a Emancipação? Qual a relação que a sociedade venezuelana constrói com o passado? Como e por que esse bolivarianismo de fins do século XX se projeta para outros países da América Latina? Para responder a essas perguntas recorremos primeiro ao pensamento do próprio Bolívar, analisado a partir do contexto em que foi formulado: as guerras pela emancipação e a busca pela consolidação de novas estruturas políticas na América independente. Para Bolívar, a resposta que enfeixa todas as demais questões que então se colocaram foi unir as repúblicas independentes, projeto intentado com o Congresso do Panamá, em 1826. Sem consequências práticas na época, essa ideia de unidade continental tornou-se presente no pensamento político latino-americano. Como nossa pesquisa pretende demonstrar, Hugo Chávez é mais um dentre os muitos que recorreram a Bolívar para explicar os problemas do presente e embasar um projeto político. Portanto, concluímos que existe um Bolívar e um pensamento bolivariano descrito por Chávez, assim como existem outros Bolívares que podem levar a visões diferentes e mesmo opostas. Apresentamos a visão da oposição a Chávez, bem como a de seus apoiadores, demonstrando a complexidade do problema. Por fim, a dissertação indaga como e por que a revolução do passado pode ser feita presente na política e no imaginário popular. O conceito de culto a Bolívar, formulado por Germán Carrera Damas, e a obra de Leopoldo Zea orientaram as formulações de hipóteses para as questões propostas.

Sergio Rizzo
Estudo comparativo da mídia exterior em São Paulo e Buenos Aires

Resumo: Esta dissertação procura comparar a mídia exterior das cidades de São Paulo e Buenos Aires. Para tanto se vale de métodos e procedimentos interdisciplinares de duas grandes áreas: geografia e comunicação. O objeto de estudo é compreendido no contexto do desenvolvimento das cidades e, dessa forma são apresentados elementos mínimos sobre os processos de desenvolvimento urbano e posteriormente as principais questões relativas ao tema no período contemporâneo. Na cidade de São Paulo a mídia exterior foi proibida no ano de 2006 enquanto Buenos Aires, embora possua complexa legislação, apresenta grande quantidade de mídia exterior em sua paisagem. Ao analisar profundamente os tipos de painéis, as normas e os atores, se elencam os principais paradigmas contemporâneos sobre a temática nas cidades em questão. Relacionando essas questões de modo comparativo conclui-se que existem evidências que tanto as normas para existência quanto para inexistência da mídia exterior podem priorizar interesses pessoais, de grupos empresariais locais ou internacionais. Em São Paulo, sob o discurso da cidade limpa e em Buenos Aires sob a premissa da criação de uma zona de turismo a partir de uma região repleta de painéis em Led (Times Square Sul-americana) os governantes criam meios e métodos para validarem seus interesses.

 Segue o cartaz do evento:

EPAL IV

 

V ENCONTRO DE PESQUISADORES SOBRE A AMÉRICA LATINA

O quinto Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina foi no dia 12 de novembro de 2013, entre as 14:00 e 16:30 horas, no Favo 13B, na Universidade de São Paulo. Neste dia contamos com a presença do Prof. Dr. Julio Manuel Pires e dos seguintes pesquisadores:

 

Prof. dr. julio manuel pires
abertura

 

Maria Fernanda Degan
Programas Sociais nos governos Lula e Bachelet

Resumo: A partir do Segundo Consenso de Washington, o Banco Mundial admite que a região da América Latina padece de um grave quadro de “persistência e crescimento da pobreza”, a despeito das medidas de ajuste econômico propostas e adotadas ao longo dos 1980 e 90 e chega a designar esta última como “década da desigualdade e da pobreza”. Diferentemente do que vinha sendo defendido antes, no Primeiro Consenso de Washington (1989) e no World Economic Report (1990), os relatórios assumem também a impossibilidade de superação da fome apenas via fortalecimento do mercado e crescimento econômico e recomendam que os Estados adotem políticas sociais focalizadas “de qualidade”, que concentrem recursos em programas para o enfrentamento da pobreza. Diversos países da região como Brasil, Chile e Argentina, seguem as orientações dos “Programas de Redução da Pobreza e de Crescimento” (1999) e dos “Planos Estratégicos de Redução da Pobreza” (1999). Os governos Lula (2002-2010) no Brasil e Bachelet (2006-2010) no Chile tiveram forte cunho social e são conhecidos por seus amplos programas sociais, além de terem trajetórias políticas ideologicamente vinculadas à esquerda e de haverem ascendido ao poder aproximadamente no mesmo período. Esta pesquisa, ainda em estado inicial, pretende analisar as políticas públicas de combate à fome[1] aplicadas nos governos Lula e Bachelet, desde suas concepções até seus resultados para verificar como aparecem as recomendações de política social de combate à pobreza do Banco Mundial e em que medida trabalham no sentido da diminuição ou, antes, da manutenção da pobreza nos dois países.

[1] Definida pela ONU como a ingestão de menos de 1800 quilocalorias por dia.

 

Alessandra Cavalcante de Oliveira
MERCOSUL e União Europeia: um estudo da evolução das negociações agrícolas

Resumo: O MERCOSUL e a União Européia (UE) firmaram no ano de 1995, o Acordo Marco de Cooperação Inter-Regional, que tinha como objetivo fortalecer as relações bi-regionais e a preparar as condições para a criação de uma Associação Inter-Regional, que abrangesse a área comercial, cooperação econômica, tecnológica, financeira, e também cultural e social. A concretização da Associação representaria um grande ganho para o MERCOSUL devido à importância comercial que a UE representa para o bloco, sendo a sua principal parceira tanto nas exportações quantos nas importações. Desde a assinatura do acordo, os dois blocos realizaram diversas rodadas de negociações, mas não conseguiram avançar na direção de maiores realizações. Um dos principais entraves tem sido a intransigência da UE, principalmente no que diz respeito ao conceder melhores ofertas no setor agrícola. O presente trabalho objetiva, portanto, analisar a evolução das negociações comerciais entre os dois blocos, a fim de identificar os entraves no setor agrícola, que contribuíram para o impedimento da implantação da Associação Inter-Regional. A evolução das rodadas de negociações entre os dois blocos mostrou que o protecionismo agrícola é um dos pontos cruciais para a obtenção de um acordo de livre comércio. O fracasso das negociações provou para o MERCOSUL, que independemente das negociações acontecerem no plano multilateral ou bilateral, a UE não está disposta em maiores concessões. Portanto, enquanto a UE mantiver as subvenções, responsáveis por enormes excedentes na produção agrícola européia, não será possível a obtenção de melhores resultados, que conduzam a implantação de uma área de livre comércio entre MERCOSUL e União Europeia.

Rodrigo Medina Zagni
As políticas culturais dos Estados Unidos para a América Latina durante a Segunda Guerra Mundial e a montagem do moderno sistema Pan-Americano

Resumo: Durante a Segunda Guerra Mundial as relações interamericanas foram decisivamente alteradas pela militarização das relações políticas, pela montagem do parque industrial voltado à produção de armas nos EUA, pelos projetos de desenvolvimento econômico propostos e pela conversão da indústria de produtos culturais em arma de guerra, contando com a elaboração de complexas estratégias por parte de seus articuladores.

Esta pesquisa foca a elaboração e a implementação das políticas culturais engendradas no complexo jogo da política externa estadunidense e que trataram das relações entre EUA e América Latina durante a Segunda Guerra Mundial, a partir de dois nexos estruturais de sentido e que obrigaram a utilização de dois tipos essenciais de fontes documentais, respectivamente: a estruturação dessas políticas por parte dos EUA, do que tratam dos expedientes do Escritório para Assuntos Interamericanos; e a resposta dada pelas repúblicas latinoamericanas que foram objeto dessas políticas, a partir da análise dos expedientes das Conferências Panamericanas e Reuniões de Ministros de Relações Exteriores das Repúblicas Latinoamericanas, no mesmo período.

Com isso, trataremos, desde uma perspectiva hermenêutico-histórica e a partir dos preceitos da História-Total, das políticas culturais tentaram redefinir as identidades sociais conflituosas nas relações hemisféricas, bem como do longo processo de tentativas de integração continental, radicalizados pelos imperativos impostos, nas relações internacionais, pela realidade da guerra mundial.

 Segue o cartaz do dia:

EPAL V

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